quinta-feira, 7 de março de 2013

FORMAÇÃO DE TÉCNICOS EM SEGURANÇA DO TRABALHO

Por alguns anos lecionei a matéria de Legislação Prevencionista e Previdenciária em algumas escolas de Formação de Técnicos em Segurança do Trabalho em Curitiba. Nesses poucos mais de 4 ou 5 anos, com tristeza percebi que a formação que as escolas ofereciam era deficitária. Lamentavelmente as escolas tinha como principal objetivo os seus lucros e os alunos eram meros “clientes” que pagavam as mensalidades e, por isso, independente das notas obtidas nas verificações de conhecimentos (prefiro esse termo ao invés de provas) o aluno não podia ser “reprovado”. Ao final do curso os alunos eram qualificados como TST sem nunca ter visto um decibelímetro, uma bomba de amostragem ou termômetro de bulbo; formavam-se incapazes de constituir uma CIPA ou elaborar um PPRA. Havia exceções, claro, alunos que se esforçavam e buscavam informações fora da escola; aquele aluno que vivia “pentelhando” o professor em sala de aula, perguntando, questionando, telefonando e sempre curioso nos assuntos da futura profissão. Esses, invariavelmente, se deram bem na profissão. Entristeço-me ao constatar que profissionais TST são lançados no mercado de trabalho sem qualificação técnica suficiente para desenvolver uma profissão de extrema importância para a sociedade, considerando que seu objetivo é defender a integridade física e a vida do trabalhador. Entristeço-me ao ver nas redes sociais inúmeros TST pedindo cópias de PPRA e fazendo perguntas tão simplórias cujas respostas poderiam ser encontradas com uma simples leitura na Nr. relacionada com o assunto. A maioria dos TST não tem o hábito da leitura, não busca informações em livros e revistas especializadas; não pesquisa; não frequenta cursos de aperfeiçoamento; não se renova, não cresce profissionalmente. Penso que a solução para isso seria uma fiscalização do Ministério da Educação em parceria com o Ministério do Trabalho e Emprego. Já pensei em criar um Instituto de Certificação de Qualidade, em parceria com o mercado de trabalho, para definir quais são as escolas que tem a preocupação social na melhor formação do profissional TST. Se alguém tiver uma ideia, compartilhe. O alunos de curso de formação de TST que ler esse texto pode começar a exigir da escola. Evidente que existem umas poucas escolas que se diferenciam dessa maioria que estou criticando. Por: ODEMIRO J. B. FARIAS